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sexta-feira, janeiro 28, 2011

Inuyasha - Um Conto de Fadas Feudal

Olá meu povo, quem fala é a Bruh! Mas... Gente, o que foi isso?? Que demora horrível para o primeiro post...!! Bem, eu tenho uma desculpinha, é que não consigo entrar no msn por causa da instalação que dá erro, daí não falo com a Camilete há séculos... Mas, entretanto, porém, todavia, tenho umas resenhas dos animes que eu adoro, e vou aproveitar e atualizar este blog! \o/ (hallellujah!!!)












Trago aqui para ser conhecido o popularíssimo “Inuyasha” da autora Rumiko Takahashi. Apesar da autoria de uma mulher, e de possuir romance, Inuyasha não é um anime voltado para o público feminino (os chamados mangás “shoujos” no Japão). No entanto, alavancou a popularidade entre muitas garotas, mulheres e rapazes pela mistura de elementos sensíveis, com dilemas adolescentes, lutas épicas, e um mundo excêntrico. Takahashi lançou a história em forma de quadrinhos (o mangá) em 1996, que fez um enorme sucesso e logo ganhou sua versão animada, que até fora exibida no Brasil entre 2002 e 2007. Conheci quando começou a passar no Cartoonetwork, no extinto bloco Toonami, em dezembro de 2002. Virou um dos meus animes favoritos!


Antes de tudo...

Na mitologia japonesa existe a lenda dos youkais (traduzido no Brasil para “demônios”, mas longe do significado cristão), que seriam seres elementares povoadores de toda a natureza, tendo-se youkai do fogo, youkai de uma árvore, dentre outras coisas. É importante dizer que a significação oriental de bem e mal é bem diferente da ocidental: para eles, onde existe luz, existem sombras, ou seja, por mais pureza que se tenha, sempre existe uma parte impura, e vice-e-versa. A autora Rumiko Takahashi remonta a Era Feudal japonesa (mais ou menos na Idade Média européia), época em que o país era subdividido em vários pedaços/feudos, e haviam muitas lutas sangrentas. No anime, Takahashi faz um Japão povoado pelos youkais, como se eles existissem abertamente no passado. É um grande trunfo, pois as paisagens, vestuários, roupas, tudo é colocado de forma bem realista, mas existe a participação ativa de seres fantásticos. Para os japoneses deve ser interessante ver sua mitologia caracterizada em uma obra. Para nós, ocidentais, o efeito é um pouco mais estranho, afinal, mal sabemos sobre tais lendas e tudo é surpreendente aos nossos olhos.



A história, então, é a seguinte: Em um vilarejo situado nos arredores do que se tornaria Tóquio, mora a sacerdotisa (espécie de representante espiritual, religiosa) Kikyou, uma bela e poderosa moça que tem como único motivo na vida proteger as pessoas contra o mal dos youkais. Ela também tem de proteger a jóia de quatro almas, um objeto de intenso valor para os youkais que querem se tornar mais fortes. O objeto é impregnado de energias ruins as quais Kikyou constantemente precisa purificar. Ela também precisa manter sua alma pura e pacífica, senão a jóia se corrompe. O princípio da história é a fuga de um meio-youkai chamado Inuyasha (o protagonista), que rouba a jóia para deixar de ser meio-youkai e se tornar um youkai completo, assim deixará de ser desprezado pelos youkais, e excluído pelos humanos. Kikyou, que fora brutalmente ferida por ele, antes de falecer, lhe atira uma flecha no peito, e o lacra em uma imensa e antiga Árvore. Kikyou morre, e seu corpo é cremado junto à jóia de quatro almas. Inuyasha então, se destinará a dormir eternamente na árvore, pois a única pessoa que poderia lhe libertar está morta. 
Daí, somos apresentados ao Japão contemporâneo. Trânsito, carros, trem, estudantes. Nesse mundo que vive a adolescente Kagome (no Brasil “Agome”, claramente pelo que desperta o fonema) Higurashi. Aos quinze anos, ela vive em Tóquio, no Dojo do família. As peculiaridades contadas pelo seu avô, o sacerdote do Dojo, nunca lhe deixaram curiosa, nem mesmo a milenar e imensa Árvore do seu quintal. Um dia, porém, a menina acaba que por entrar sem querer no Dojo para procurar seu gato, e ao se aproximar do velho e tenebroso poço do Dojo (que dizia seu avô: era para onde iam os restos mortais dos youkais séculos atrás), um monstro aparece e lhe puxa para dentro.
A partir desse ponto a história realmente acontece. Kagome vai parar no tal Japão Feudal e é tida pelos aldeões e até por Kaede, irmã mais nova de Kikyou como a reencarnação da falecida sacerdotisa Kikyou, embora não tenha nenhuma habilidade espiritual, nem com o arco-e-flecha (na qual Kikyou era mestre). Em meio à perseguição da youkai que lhe trouxe para essa Era, Kagome resolve libertar o rapaz que dorme na imensa árvore, e assim acorda Inuyasha. Todos descobrem que a jóia de quatro-almas existia dentro do corpo de Kagome, e sem querer, a menina quebra a jóia em vários pedacinhos.



O ambicioso e egoísta Inuyasha, tem como único objetivo na vida conseguir a jóia para deixar de ser um meio youkai inferiorizado pelos próprios youkais, e odiado pelos humanos. O segredo que o envergonha é o fato dele se transformar em um humano (perdendo sua força) toda primeira noite de Lua Nova. Ele se une à Kagome, que consegue sentir a presença dos fragmentos da tal jóia, para juntos, impedirem que o objeto caia em mãos erradas. Ele, claro, tem intenções mais individualistas. A princípio Inuyasha detesta Kagome por ela lhe rememorar Kikyou, já a menina o acha uma pessoa ruim e mal-educada, o oposto de homem a qual idealiza para ser seu namorado.


Apesar da relação tumultuada, os dois estreitam os laços que vão ficando cada vez mais fortes a medida em que passam por vários perrengues. No entanto, existe algo muito mais profundo por trás de toda a história do lacramento do meio-youkai: No passado, Inuyasha e a Sacerdotisa Kikyou tiveram um romance que culminou em tragédia, e nunca houve uma explicação. Resta a Kagome o papel de curar as feridas do passado amargo de Inuyasha, mesmo ainda sendo uma adolescente de quinze anos, com provas escolares para fazer e lutas para enfrentar em uma Era esquisita.



Kagome e Inuyasha conhecem várias pessoas ao longo de sua trajetória, como Shippou, um pequeno youkai raposa, Miroku, o monge tarado, e Sango, a exterminadora de youkais. Temos também Sesshoumaru, o imponente e frio meio-irmão de Inuyasha (e youkai completo), Kouga, apaixonado por Kagome. Kikyou, que de um modo mórbido e estranho é ressuscitada, retorna para se "vingar" de Inuyasha. Lança-se aí, um dos triângulos amorosos mais interessantes dos animes. Inuyasha cultiva uma relação de afeição, proteção e companheirismo com a doce Kagome, mas não consegue esquecer a paixão violenta e culpada que teve com Kikyou. A Kikyou que ressurge é amarga e odeia Kagome, por esta representar tudo aquilo que ela sempre quis e não foi: Uma garota comum, livre para odiar e amar, mas que, ao final, escolhe sempre fazer o bem, mesmo sem obrigação.


Essa dialética de amor e ódio, de puro e impuro, é um dos pontos mais interessantes. As situações que dão sabor à trama não são apenas as dramáticas, ou as várias lutas, mas os pontos de comédia, como as situações constrangedoras que Kagome passa quando Inuyasha vai para a sua Era, ou quando o amigo deles, Miroku, pede para ter um filho de qualquer desconhecida bonita que aparece.


O único defeito de Inuyasha, para mim, fora o tamanho. O mangá, para vocês terem uma idéia, teve sua conclusão em 2008! Foram mais de dez anos de história, e por vezes, pouca mudança. Outra coisa chata foi sua exibição polêmica na TV aberta brasileira... Houveram tantos cortes que ficava complicado acompanhar a história. Se o anime não é para a faixa-etária infantil, não adianta tentar cortar partes importantes em detrimento de lutinhas para criança ver. Os pontos positivos, além das personagens carismáticas dignas de uma obra da Sra. Takahashi, está na trilha sonora do anime: As músicas instrumentais são belíssimas e sensíveis, e os encerramentos e aberturas, em sua maioria, são diversos e gostosos de se escutar.





Bom... De qualquer modo, é uma história apaixonante e bem bolada que deve ser vista e revista por muitos anos! Para quem gosta das características que eu citei, vale a pena procurar e assistir! Espero que tenham curtido o post e até a próxima! :)

11 comentários:

  1. Amo demais esse anime.
    Unica coisa que não gosto dele é a morte da kagura
    ainda não assisti esses episodios mas sei que acontece. =/
    No mais é perfeito.

    ps: gostei do blog, ainda não tinha nenhum sobre anime na minha lista. TOH SEGUINDO !!!

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  2. Adorei a resenha você esta de para bens, conseguiu resumir sem contar pontos importantes da história. vou te seguir.

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  3. poxa vc me fez lembrar de Inuyasha ,um anime que eu adorooo ,mas deixei deixei de assistir faz um século...obg pelo post muito bom!

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  4. eu amo INUYASHA ate que enfim alguem concorda comigo , ninguem que eu conheço gosta , maas realmente é mt bom ! KAGOME e INU . ooounw sz ( to boiando geral ) Sango e Miroku ooooounw !!!

    MT BOM

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  5. Nossa amo inuYasha
    tbm odeio ter tão poucos episodios
    deveria ter mais
    obg por lembrar

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  6. Brigada, leitores! Fico feliz que posts criados com tanto carinho sejam lidos e apreciados!!! Bruh

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  7. Só um lembrete, não foi o Inuyasha que tentou roubar a jóia da Kikyou, foi o Naraku disfarçado de Inuyasha

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  8. Tia Julia, isso não é novidade para quem assistiu todo o anime e leu os mangás, só que para quem não assistiu o anime (ou seja, está sendo apresentado agora), não é bacana contar esse spoiler tão importante pra saga.

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  9. Eu amo InuYasha! Minha Vidaa! ^--^
    adorei a resenha, muito bem elaborada.

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  10. amo o inuiyacha gostaria de saber se tem novos episodios pos nao consigo viver se ese anime not mil

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  11. sou muito fa de animes omo muito ele

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